domingo, 28 de dezembro de 2008

A CRISE e o Passado

Iremos falar sobre a qualidade das empresas, produtos e activos humanos...(apresentaremos provas)...e de um dos maiores negócios do após 25 de Abril, O ENSINO....
Eventualmente poderemos falar sobre a Colonização, a Descolonização, o papel do Exército Português em África, bem como as motivações do 25 de Abril e sua manipulação pelo PCP.
Falaremos sobre as pilhagens feitas pelo Povo/MFA, após a revolução de Abril e sua ascenção meteórica (e métodos) até aos dias de hoje, o que transformou Portugal num País desgovernado, que subsiste "parasitando" a U. E. (salvaguardamos as excepções)...e até poderemos eventualmente falar sobre um determinado "Processo" de 1980...
Veremos como poderemos ajudar Portugal a encontrar-se, a reparar os erros cometidos e a reabilitar os "retornados" (vítimas de um povo complexado, ignorante e cínico - salvaguardando excepções). Não se percebe porque razão se repara a F.P. Africana e não todos os Africanos (trabalhadores comprovados) em geral (descriminação???)...
Porque razão não se faz uma "auditoria" à SEGURANÇA SOCIAL???...como justificam pagar reformas a quem nunca trabalhou???... ou contar a dobrar o tempo de serviço militar a quem sempre esteve nas Capitais como administrativo e querer fazer pagar o tempo de serviço militar contado pelo próprio Exército; (de grandes operacionais, com elevado risco de vida), para além do tempo real (não contando nestes casos a dobrar) e a taxas elevadíssimas???...negligência ou má fé de alguns funcionários da S.S.???...temos provas, com documentos ao mais alto nível da hierarquia do Estado.
Temos esperança de poder ajudar Portugal, a sair desta situação com ajuda dos "MELHORES", tenham a idade que tiverem...não descriminamos ORIGENS, CLASSES, RAÇAS ou IDADES...não existem em DEMOCRACIA, cidadãos de segunda...(existiram durante o ESTADO NOVO...mas a Democracia à Portuguesa, conservou tudo o que os podia beneficiar...era o caso dos F.P., só os mais limitados trabalhavam para o Estado, pois usufruiam como valor acrescentado, a SEGURANÇA no EMPREGO...a competência era descartável...ainda hoje resistem contra as avaliações e as inadaptações...
Voltaremos

sábado, 27 de dezembro de 2008

O Universo Empresarial

Lamentavelmente, hoje temos que despertar as "Instituições" Empresariais, Políticas, Culturais e de Ensino, para a realidade.
Mas que realidade é esta que nos preocupa e que essas "Instituições" não conhecem???
Salvaguardando excepções, apuramos que vem crescendo o número de profissionais que desempenham as suas funções; apresentando-se vindos de uma "directa" (sem dormirem), estando de "ressaca" (big shots), doentes (podendo transmitir essas doenças), drogados, embriagados, sem falar da sua fraca preparação para os desempenho das suas funções. Estamos a falar não só de mão-de obra pouco qualificada, como da chamada qualificada (apenas certificados).
Existem muitos responsáveis, a começar pelos próprios, mas os maiores são os "recrutadores", sejam eles internos ou externos.
Os resultados obtidos são desastrosos, com excepção das "fraudes"; o que devia levar a que todos estes responsáveis refletissem sobre esta realidade.
A nós compete-nos com coragem, verdade e frontalidade exercer o nosso dever e obrigação de cidadania, não nos move qualquer outra intenção do que despertar os "míopes"...
Voltaremos...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

"O Natal que eu quero"...??????????

Lendo com "alguma" atenção, é preocupante o estado das Escolas.
Vejam bem o que o aluno pensa dos professores e a confusão que vai naquela cabeça, assim como a razão; porque e como gosta da Escola.
Não sei qual a intenção e objectivo do Dr. Daniel Sampaio ao escrever este livro, mas presumo que se limitou a transcrever a realidade escolar.
Esta realidade, apenas dá razão à MINISTRA, quando ela já deu provas
que não sabe como alterar este "quadro". E quem está no terreno e seus representantes, sabem???...tudo isto irá potenciar no futuro, as crises, a corrupção, a impunidade, a injustiça, etc...por falta de saber, desenvolvimento intelectual, valores, cidadania e referências éticas.
Na minha opinião, este livro é um grito às nossas consciências, como o são as corajosas declarações produzidas pelo Dr. Mário Soares.
Sobre avaliações, carreiras, disciplina, etc...vejam certos "blogs" na net...

"O Natal que eu quero" de Daniel Sampaio

Ninguém me pediu opinião, eu sei. Na escola é costume não ligar muito
ao que pensam os alunos. Mas eu gramo a escola, gosto dos meus amigos
e há uma data de professores que até são fixes.Ando no 8.º, tenho bué
de disciplinas, algumas não dá para entender. Estudo acompanhado para
um gajo de 14 anos? Formação Cívica? Não percebo bem, é uma coisa de
90 minutos por semana em que o stôr, que é o director de turma (nós
dizemos DT), está sempre a mandar vir, a dizer para nos portarmos bem.
Da Matemática não me apetece falar, o stôr tem pouca pachorra para
tirar dúvidas. História é um bocado seca e percebo mal o livro, faço
confusão porque não contam a vida dos reis como o meu avô me
explicava, por isso estudo para os testes e depois esqueço tudo.Não,
não pensem que venho aqui criticar a escola, já disse que gosto de lá
andar. O problema é que aquilo anda mesmo esquisito, podem crer. Já o
ano passado os stôres andavam às turras com a ministra e apareciam nas
aulas chateados, um gajo mandava uma boca e levava logo um sermão, às
vezes diziam mesmo para nos queixarmos à ministra, como se chibar
fosse coisa que desse jeito. Mas este ano está bem pior: falamos com
os professores nos intervalos, "olá, stôr!" e eles andam mesmo
tristes, a minha stôra de Inglês, que eu curto bué, diz que está
"desmotivada" e que está farta de grelhas de avaliação e de pensar em
objectivos. Eu de grelhas não percebo nada e, quanto aos objectivos,
os meus são divertir-me uma beca e passar o ano, não quero mesmo ficar
para trás porque os meus pais dão-me nas orelhas e fico sem os meus
amigos, que é uma das coisas porreiras que a escola tem.Por isso peço
a todos que se entendam. Ver os professores aos berros na rua é uma
coisa que eu compreendo, têm todo o direito porque nós às vezes também
andamos, o problema é que assim ainda há menos gente a preocupar-se
connosco. Os nossos pais não têm tempo, andam sempre a trabalhar e
ficam descansados porque estamos na escola a aprender e a lutar pelo > nosso
futuro, mas agora a coisa está preta, os nossos stôres estão
cansados, o que é mau para nós: quem nos ajuda quando estamos aflitos?
Eu sempre contei com um ou dois dos meus stôres, o ano passado quando
me achava um monstro (cheio de borbulhas e a sentir que as miúdas não
olhavam para mim) foi a stôra de Português que me chamou no fim da
aula e conversou comigo, bastou ela ouvir com atenção e dizer que
compreendia o que eu sentia para me sentir muito melhor. E quando o
Tavares disse que se ia matar porque a rapariga com quem andava foi
vista a curtir com um gajo qualquer, foi o nosso DT que falou com ele
e lhe arranjou uma consulta no psicólogo.Não percebo nada da guerra
dos professores, só sei que deve ser justa porque eles esforçam-se
muito, já pensaram no que é aturar a malta, sobretudo alguns que só
querem fazer porcaria, põem-se aos berros nas aulas e não obedecem, às
vezes até palavrões dizem para os stôres? Muitos de nós querem
aprender, mas o barulho é grande e há muita confusão, há lá gajos,
repetentes e isso, que só lá estão porque são obrigados, depois há
outros que são de fora e não percebem bem português, outros ainda têm
problemas em casa e passam mal, a Vanessa que tem um pai alcoólico e
que chora quase todos os dias ainda por cima foi empurrada na aula por
um colega que só lá está a armar confusão... o DT disse que nós
devíamos ser responsáveis e que tínhamos de acabar com isso, mas eu
acho que a ministra devia era dar força aos professores para serem
melhores, o meu pai diz que ela às vezes está certa mas eu não
concordo, se vejo todos, mesmo todos os stôres da minha escola contra
ela devem ter razão, os professores às vezes erram mas são importantes
para nós, precisamos de estudar para ver se nos livramos do
desemprego, isso é que é verdade!Por isso espalhem este mail, façam
forward para quem quiserem. Digam aos que mandam para terminarem com
as discussões que já estamos fartos e como na minha escola somos todos
contra isso dos ovos (uma estupidez), *digam à ministra e aos
sindicatos que já chega!* Façam uma escola melhor, ajudem os
professores a resolver todos os problemas das aulas (ninguém pode
fazer isso em vez dos stôres) e arranjem maneira de nós aprendermos
mais, para ver se percebemos melhor o mundo e nos safamos, o que está
a ser difícil.
Quem quiser dê opinião, o meu mail é brunovanderley@gmail.com, sou do
8.º E da Escola Básica 2/3 do Lá Vai Um.
Daniel Sampaio. "O Natal que eu quero". Público (revista "Pública"),
30.Novembro.2008.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Traídos à Nascença

Traídos à Nascença

Os Professores versus Ministério de Educação

O Ensino
Programas, Conteúdos e Exames Nacionais (3 em 3 anos), elaborados por um Conselho de Sábios e não pelo Ministério de Educação, que deve ter apenas funções de regulação e fiscalização.
Avaliações
Através dos resultados obtidos pelos alunos (de 3 em 3 anos) e pela avliação feita por Inspectores-Pedagógicos do Ministério de Educação ou Independentes fiscalizados pelo M.E., feita de surpresa e com regularidade por especialistas na disciplina.
O objectivo, não se limitará à avaliação, mas à necessidade de formação e até esgotados estes meios, à declaração de incompatibilidade para o desempenho da função.
Estrutura
Redução da estrutura escolar; Conselhos directivos, consultivos, disciplinares, pedagógicos, etc...para que são necessários? e qual é a afectação de activos humanos, temporais e financeiros para toda esta estrutura ineficaz?
Disciplina
A Todos os alunos deve ser entregue (com conhecimento aos Pais ou Encarregados de Educação) um Manual de Disciplina e Convivência Comunitária com as consequências para cada tipo de infracção, desta forma não só se sentem responsabilizados como interiorizam desde muito novos, que a sociedade é regulada por normas que quando violadas acarretam consequências.
Docentes
Devem conhecer bem os programas e seus conteúdos, tendo a liberdade de utilizar todas as técnicas pedagógicas que dominam, com o objectivo de obter os melhores resultados. Disciplinarmente, devem apenas chamar a atenção dos alunos infractores individualmente, dando-lhes a conhecer a infracção cometida e em caso de gravidade devem dar conhecimento ao aluno que irão participar a infracção ao Conselho Directivo/Disciplinar.
Sobre a diferença verificada entre o desenvolvimento dos alunos, (o extracurricular não é da competência das escolas), aos professores apenas se pede que conheçam bem os alunos e actuem de acordo com as suas limitações ou atrasos no desenvolvimento e suas razões; devendo dar conhecimento de qualquer sinal resultante destas insuficiências ao conselho directivo para que este possa ajudar os alunos menos favorecidos socialmente. Todo este trabalho deve ser feito de forma discreta e confidencial no princípio do ano. Os docentes devem conhecer toda a situação social envolvente do aluno, para que possam estar mais atentos a certos sinais e maiores necessidades desses alunos.
Sobre a Gestão das Escolas e sua relação com os Pais, os Encarregados de Educação, as Camaras, a Polícia e outras autoridades ou parceiros, opinaremos noutra ocasião.
Este é apenas um parecer de Pais, Encarregados de Educação e Cidadãos, que pretendem colaborar e não dividir.
Voltaremos...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Uma Greve Grave...

A Greve dos Operadores do Lixo, constitui um Grave Atentado à Saúde Pública.

O que fez o Sr. Presidente da CML, para a evitar???...ou que solução alternativa encontrou???...

E o Sr. 1º Ministro preocupou-se com este grave atentado ou entende que é prioritária

a solução da avaliação dos Professores???...tudo isto é inacreditável...sem comentários.

Voltaremos...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Os Professores e suas Reivindicações

Não nos vamos pronunciar sobre o "modelo" do M.E., nem na falta de "modelo" alternativo dos docentes ou dos seus representantes.
- Professores titulares e não titulares, é abominável, mas não uma surpresa; vejam
os Portugueses de Primeira (Metrópole) e os de Segunda (Colónias); vejam Os Metropolitanos e os Retornados, Vejam os Políticos e Função Pública e os restanres Cidadãos, isto é a nossa natureza endémica.
- Quotas, outra forma de descriminação tão do agrado dos Portugueses, da sua vaidade e complexos. Se a carreira está dividida em 8 escalões (salvo erro); desde que sejam cumpridos certos "items"; como avaliação positiva, assiduidade, pontualidade e cumprimento das normas; as mudanças de Escalão são automáticas, basta dividir 40 anos por 8 escalões, o que significaria 5 anos. Como os dividiríamos? Poderemos usar vários critérios, por exemplo; de 3 em 3 anos nos primeiros 12, 5/5 nos segundos 10 e 7/7 nos terceiros 14, o que permitiria atingir o topo de carreira com 36 anos de serviço, mas este "esquema" pode ser alterado por vontade das partes.
Sempre que um docente não cumprisse durante qualquer ano, apenas seria penalizado nesse ano na ascenção automática. Presumo existirem pelo menos mais 2 escalões para docentes que por concurso e com um mínimo de docência exercida, fossem nomeados para cargos directivos.
Apenas nos pronunciamos sobre este tema nesta primeira fase, pois muitas dúvidas surgirão e muitas soluções aparecerão...
Mais tarde falaremos na Avaliação, na Disciplina e Convivência Comunitária e no Estatuto do Aluno.
Voltaremos...

domingo, 23 de novembro de 2008

O Ensino e o Ser Humano

Ele vive num quase total desconhecimento de sua natureza. Passa pela vida a realizar conquistas num âmbito meramente exterior. Aprende comportamentos sociais, religiosos, filosóficos e culturais sem que eles sejam verdadeiros com sua essência. Isso significa que vive para fora, para o outro, buscando a aprovação e o reconhecimento exterior, ou seja, dentro do mundo em que vive. Por isso vive só e insatisfeito, mesmo convivendo com um grande número de pessoas.

A educação recebida é externa e nunca interna. Aprende-se a respeitar, a obedecer, a ouvir, reprimir-se em situações de fúria, racionalizar sempre, pensar antes de agir, dominar os instintos através do uso da razão, etc. Mas não há, no entanto, uma educação que permite tornar íntegro o seu comportamento exterior com a sua realidade interior. Não é ensinado o que fazer com os pensamentos e os sentimentos deste tão complexo universo psíquico. A educação recebida não responde a isso, mesmo que a atitude seja incoerente com o sentir.

O desconhecimento quase que absoluto que o homem tem de si mesmo, de sua natureza e necessidades é o grande causador de todo seu sofrimento. Viver a relação consigo próprio é tão ou mais difícil do que vivê-la com os outros. Como relacionar-se bem consigo mesmo se ele nada sabe acerca de si? Como é possível querer compreender o outro quando não existe a menor possibilidade de se autocompreender? O homem é quase sempre traído por seu corpo e por seus desejos, escravizado por seus pensamentos que tagarelam incansáveis, atordoando-o com inúmeras possibilidades reais ou imaginárias, que mais confundem do que elucidam. Falta-lhe maturação emocional, organização mental e uma atitude honesta em seus relacionamentos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

PROFESSORES e Ministério de Educação

Guia Prático da Ciência Moderna


Ciência:
1. Se mexer, pertence à BIOLOGIA;
2. Se cheirar mal, pertence à QUÍMICA;
3. Se não funcionar, pertence à FÍSICA;
4. Se ninguém entende, pertence à MATEMÁTICA;
5. Se não faz sentido, pertence à ECONOMIA ou à PSICOLOGIA;
6. Se mexer, cheirar a queimado, não funcionar, ninguém entender, não fizer sentido é INFORMÁTICA.


Lei da Procura Indirecta:
1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra;
2. Encontramos sempre o que não estamos a procurar.


Lei da Telefonia:
1. Quanto te ligam:
- se tens caneta, não tens papel;
- se tens papel, não tens caneta;
- se tens papel e caneta ninguém te liga;
2. Quando ligas para um número errado, esse número nunca está ocupado.


Parágrafo único: Todo o corpo mergulhado numa banheira ou que se encontre debaixo de um chuveiro faz tocar o telefone.

Lei das Unidades de Medida: Se estiver escrito 'Tamanho Único' é porque não serve a ninguém, muito menos a ti.


Lei da Gravidade: Se conseguires manter a frieza quando todos à tua volta estão a perder a cabeça, provavelmente é porque não estás a perceber a gravidade da situação.

Lei dos Cursos, Provas e Afins: 80% da prova final será baseada na única aula a que não foste e no único livro que não leste.



Lei da Queda Livre:
1. Qualquer esforço para se agarrar um objecto em queda provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente;
2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor da carpete.


Lei das Filas e dos Engarrafamentos: A fila do lado anda sempre mais rápido.
Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida


Lei da Relatividade Documentada: Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual de instruções.


Lei da Vida:
1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada;
2. Tudo o que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.


Lei da Atracção de Partículas: Toda a partícula que voa encontra sempre um olho aberto.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Presidente Obama

E se Obama fosse africano?

Por Mia Couto



Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.

Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.

Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.

Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.

Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.

A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.

Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.

No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.

Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Prós e Contras e o BPN

Este artigo de opinião foi escrito em vários "sites" e "blogs" a 01Mar2008.
Depositantes, Empregados, Administradores e Accionistas, são igualmente responsáveis pelo colapso do Banco; mantiveram um pacto de "silêncio", enquanto todos ganhavam muito acima do que o mercado bancário pagava...Quem denunciou esta situação de previlégio?...claro que as autoridades tb têm responsabilidades e grandes e assim sai a democracia reforçada...

Os accionistas são os proprietários da empresa e elegem a administração, a qual, por sua vez, escolhe os gestores da empresa. A gestão, por sua vez, é suposta tomar algumas decisões no melhor interesse de todos as accionistas. No entento, sabemos que, porque o capital das empresas de maior dimensão é detido por um número muito alargado de accionistas, os gestores destas grandes empresas possuem uma grande
autonomia. Devido ao facto de a maioria das empresas ter um grande número de proprietários (accionistas), cada um dos quais com uma pequena parcela do capital, os gestores podem sentir-se tentados a perseguir outros objectivos, que não apenas a maximização do preço das acções. Por exemplo, os gestores de grandes empresas, bem
estabelecidas no mercado, podem decidir trabalhar apenas o suficiente para manter os retornos dos accionistas num nível «razoável» e direccionar os seus esforços e recursos restantes para o aumento dos salários dos executivos de topo, ou para quaisquer outras actividades ou despesas que não aumentam necessariamenteo valor das acções da empresa.
Para accionistas, trabalhadores e políticos entenderem e reflectirem...
Voltaremos

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A CRISE E O CRÉDITO MAL-PARADO

Não é conhecido o conteúdo do dec-lei que sustentará o Fundo de Garantia ao crédito imobiliário "mal-parado".
Numa linguagem clara, diria que quem aderir, passará a pagar uma "renda" que será menor em 20/25% do que a prestação que paga actualmente para amortizagão do empréstimo, adicionando-lhe os benefícios fiscais já anunciados (deduções à colecta).
A Instituição financeira, comprará a dívida pelo valor remanescente, diria que incorporá o imóvel nos seus "activos".
Não se questiona o valor dos juros já pagos (legítimos), mas o valor da dívida pago que reverterá a favor da Instituição.
O "incumpridor", terá direto de "opção" sobre o imóvel (quando e como?), mas por que preço? Pelo mesmo? por preço superior ou inferior? Sabendo-se que o "activo" (imóvel) se deprecia por obsolescência e degradação, teriamos uma expectativa de preço inferior, mas se se continuar a "especular" (um "bem" velho, degradado e obsoleto), vai ser apreciado por um valor superior, num mercado onde a oferta é superior à procura, calcule-se que excelente solução, como protecção á sociedade civil, vítima de embuste, de uma estratégia de mercado-partilhado, não regulado, nem fiscalizado.
Existirão outras soluções? Várias.
(Este artigo foi escrito, apenas com base em informação conhecida).

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Portugal visto de Espanha

AS VERDADES OCULTAS EM PORTUGAL

LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente

divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de

pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986

el 'club de los ricos' del continente.

Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la

Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal

se distanciará aún más de los países avanzados.

Mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos

señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30

países industriales.

A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del

'grupo de los pobres' de la UE), Portugal no supo aprovechar para su

desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde

Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y

económicos.

En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica

Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década

atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el

ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos

países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del

bloque.

'La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE

pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en

los ingresos por persona', afirma la organización.

En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se

ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas',

afirma la OCDE.

Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema

central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.

Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en

remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto,

pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los

servicios.

Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los

miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación

profesional competitivas con el resto de los países industrializados.

En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por

habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras nueve años de

acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas

hoy indican mayor distancia.

Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en

debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos

del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera

de quienes ya tenían más.

Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad

social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos

hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.

También es el país del bloque en el que los administradores de empresas

públicas tienen los sueldos más altos.

El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide

los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas

(1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta

teoría. 'Son los propios administradores quienes fijan sus salarios,

cargando las culpas al mercado', dijo.

En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con

accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus sueldos

astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo

bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia',

explicó Cravinho.

Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo

este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve

como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los

directivos', lamentó el ex ministro.

La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos

años 'está siendo pagada por las clases menos favorecidas', dijo.

Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados.

El último es el de la crisis del sector automotriz.

Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas

de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000

dólares.

Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche,

Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares),

lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento

en la demanda. Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue

una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su

estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes

para actualizarla.

Pero la zona norte donde se concentra el sector textil, tiene más autos

Ferrari por metro cuadrado que Italia.

Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según

su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados en

la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'.

Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta

de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono

celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe, aclarando que hay

excepciones.

Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al

desarrollo de un país', opinó.

La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del

sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la

crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la

población económicamente activa.

Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los

trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los

últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas

cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el

economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.

'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de

aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno

(conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que

es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin

coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello.

La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros,

aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta

de honestidad en la declaración de impuestos de los lamados profesionales

liberales.

Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararons), los arquitectos d

ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de

10.864 (13.365 dólaree 9.277 (11.410 dólares) y los

ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).

Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban

nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían

contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo

singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.

Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban

más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y

nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales

liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo', comentó con

sarcasmo.

Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos

automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año

tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe

un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos,

significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció.

sábado, 20 de setembro de 2008

CRISE? , COLAPSO?...

Chamar-lhe-íamos apenas "crise", resultante de vários factores (entre eles a incompetência, a falta de visão estratégica, a falta de desenvolvimento cognitivo e a ganância míope). Existem inúmeras soluções e a primeira já foi tomada ao injectarem liquidez nos Mercados (180 mil milhões de dólares). A segunda foi a compra de 80% da AIG, por 85 milhões à taxa de 11,5%, um sinal de confirmação de factores acima referidos, atendendo a que teoricamente e legalmente a empresa pode recuperar os 80% detidos pelo Estado, mas na prática será bastante difícil. Regressando ao mercado imobiliário/bancário foi criada uma Agência que irá trabalhar os activos (para nós, renováveis), para comentadores convidados, uns consideram-nos activos complexos e outros activos exóticos e deverão ser destruídos, (contabilisticamente ou fisicamente? estamos a falar no imobiliário), digamos deitados ao lixo, como fazemos nos nossos computadores. (estão a entender porque estamos em crise?). Mas não se assustem porque as soluções existem e passam pelos Políticos e pelos Banqueiros, iremos falar delas mais adiante, pois teremos que acompanhar a crise e analisar as medidas a tomar. Recordam-se quando falámos dos empréstimos de alto risco, destinados a clientes com situação económica instável? (de que tipo de clientes estaremos a falar e de que tipo de imóveis?)...exactamente...os PDM..s devem-se ajustar às necessidades e à mudança...(a mobilidade deve ser global)...aqui encontraremos muitas soluções. Fora do tema, mas a pedido, esclarecemos que a Euribor é uma taxa calculada pela média diária das taxas de cerca dos 50 (presumimos 57) maiores Bancos Europeus, que reflecte o preço do dinheiro no Mercado Interbancário (é o indexante utilizado no cálculo da taxa de juro dos empréstimos à habitação. Sobe quando à falta de liquidez (oferta/procura), vejamos como se comportará agora que o Banco Central anunciou uma injecção...
Voltaremos...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

SUBPRIME

É um empréstimo de alto risco e baixa qualidade, significa que é dirigido a clientes de rendimentos baixos e situação económica instável e tem como garantia ÚNICA, o próprio imóvel. (perante esta definição, estamos todos a ver a "moldura").

O FED (Banco Central dos USA), baixou as taxas de juro, para estimular o mercado imobiliário e isto para poder controlar os efeitos negativos nos mercados de tecnologias (efeitos do 11 de Setembro).

A taxa de juro foi "esmagada" até 1%, pela razão acima citada e para poder reanimar o investimento empresarial, estimulando a criação de emprego, que tinham atingido os níveis mais baixos.

É nesta altura que as instituições Bancárias deixaram de ser exigentes no crédito imobiliário e surge o SUBPRIME, com a garantia única já referida.

Quando o FED subiu os juros "estalou" a crise, esta subida de juros como é fácil de compreender, afectou todos os mercados e os investimentos (para melhor compreendermos as interligações).

Em Portugal podemos correr este risco? Já corremos, mas a "taxa de risco" é perfeitamente controlável. Em Portugal o imóvel não é garantia ÚNICA, mas ÚLTIMA. Como sabemos, é feita uma análise rigorosa à situação do cliente e temos ainda os Seguros e até Avalistas, antes da última garantia, o Imóvel. O nosso mercado imobiliário não é pois considerado de "ALTO RISCO".

O que já acontece em Portugal, é a crise do crédito ao consumo de 48 horas (por telefone), o capital é comprado a taxas de 4% e vendido a taxas que oscilam entre os 20 e os 30%, na nossa opinião estas margens de lucro são escandalosas e moralmente ilegais, praticando-se perante a passividade da Entidade Reguladora.

Este é também um empréstimo de "Alto Risco" e sem garantia, estes créditos são normalmente canalizados para o consumo lúdico, incluíndo o JOGO.

Voltaremos...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Traídos à Nascença: O 11 de Setembro

Traídos à Nascença: O 11 de Setembro

O 11 de Setembro

Provavelmente, numa 1ª reacção aos eventos de 11 de Setembro de 2001, você acreditou em toda a informação
que nos foi passada pela televisão. Quase toda a gente acreditou...

Mas será que continua a fazer sentido acreditar nas teorias oficiais?

Já passaram uns anos e alguns daqueles que tiveram dúvidas no dia 11/9/2001 continuaram a sua busca pela verdade.
Novas provas apareceram, bem como análises de peritos às várias ocorrências daquele dia.
O 'Movimento pela Verdade' ganhou força e agora há já muitas pessoas que não acreditam nas 'teorias oficiais'.

As falhas na Defesa Aérea dos EUA(?), o desabamento das torres, a destruição do Edifício 7,
o ataque ao Pentágono e o vôo 93 são os aspectos que levantam mais dúvidas.

Realizado por Dylan Avery (Louder Than Words), 'Loose Change' é um dos mais polémicos documentários
sobre o 11 de Setembro. Apresenta informações ocultadas pelos políticos e pela comunicação social,
tais como vídeos transmitidos pelas cadeias de televisão nas primeiras horas após os atentados,
evidências científicas e testemunhos dos sobreviventes.

Pode agora ver no Google a versão em português e/ou o original, legendado em português:



http://video.google.com/videoplay?docid=-7033453099719333471
(versão portuguesa)
ou
http://video.google.com/videoplay?docid=695524731610937717
(legendado em português)

Repare como até em factos aparentemente menores, essa técnica é usada todos os dias por quem se sente poderoso:
Nos jornais, na rádio, na televisão; Os noticiários que nos impõem ('good news... are no news.'),
os 'comentadores políticos', os 'fazedores de opinião'. É preciso que pensemos o que "eles" querem que a gente pense...

PORQUÊ?

Esta informação é, no mínimo, intrigante.

Analise-a, visite alguns dos sites, veja alguns dos vídeos sobre este tema e tire as suas próprias conclusões...

Outros Filmes:
Denial Stops Here - Michael Ruppert
The Truth and Lies about 9/11 - Michael Ruppert (Google)
Terrorstorm - Alex Jones (Google)
Masters of Terror - Alex Jones (Google)
Martial Law: Rise of the Police State (Google)

Páginas Web:
http://www.infowars.com
http://911research.wtc7.net/
http://911review.com/
http://www.oilempire.us
http://www.welfarestate.com/
http://www.whatreallyhappened.com/
http://demopedia.democraticunderground.com/index.php/Main_Page
By J.E.


Voltaremos...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Angola é nossa...

Ao Dr. António Barreto

Sou um seu admirador, não só pela sua inteligência e conhecimento, como pela sua coragem,... e somos milhões...
Assim cumpre-me o dever, de lhe lembrar que as Forças Militares Portuguesas, foram recebidas em Angola, num clima de Festa e de Acolhimento Fraterno. Todas (de)as "Classes" sociais receberam nas suas residências os nossos militares de acordo com as suas hierarquias. Aqui nasce a primeira ruptura, pelo seu comportamento inqualificável, aproveitando-se do estado psíquico debilitado em que viviam.
- Recorda-se concerteza, das jovens e até de mulheres casadas que apareceram grávidas... quanto à "debandada", tendo-se quebrado a cadeia de comando, instaurou-se a indisciplina e a pilhagem... (este comportamento não foi generalizado, mas ajudou a "manchar" mais a mediócre imagem deixada em África)
Voltaremos...

domingo, 31 de agosto de 2008

Angola é nossa...

.. .. Os cronistas do PÚBLICO


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domingo, 13 de Abril de 2008




Angola é nossa!

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'Holocausto em Angola' não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo

Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.
O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores. A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'. Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contra golpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado. Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa. Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?






António Barreto


Sociólogo

Comentaremos; o socialista António Barreto, apresenta uma crónica com autenticidade, mas muito incommpleta em relação à realidade do Comportamento das Forças Portuguesas desde o início da "guerra" até à "debandada". Voltaremos...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Á Geração da Mudança e da Coragem

A VIDA É UM JOGO DE OPORTUNIDADES E DE OPORTUNISTAS

Vejamos, começando pelo topo:
- Devido ao facto de a maioria das empresas ter um grande número de proprietários (accionistas), cada um dos quais com uma pequena parcela do capital, os GESTORES podem sentir-se tentados a perseguir outros objectivos, que não apenas a maximização do preço das acções. Poe exemplo, os gestores de grandes empresas, bem estabelecidas no mercado, podem decidir trabalhar apenas o suficiente para manter os retornos dos accionistas num nível «razoável» e direccionar os seus esforços e recursos restantes para o aumento dos salários dos executivos de topo, ou para quaisquer outras actividades ou despesas que não aumentam necessariamente o valor das acções da empresa. Infelizmente, é difícil determinar quando é que uma equipa de gestão está a lutar pela maximização da riqueza dos accionistas ou quando está meramente a tentar manter os accionistas satisfeitos, procurando atingir os seus objectivos a nível pessoal. É quase impossível dar respostas definitivas a estas perguntas críticas. No entanto, os gestores de empresas que operam num mercado onde há uma grande rivalidade concorrencial de outras empresas serão forçados a tomar decisões consistentes com a maximização do valor para os accionistas. Se eles andarem muito longe de atingir este objectivo, arriscam-se a ser DEMITIDOS dos seus cargos, através da administração ou de um takeover (tomada do controlo de uma empresa através da aquisição da maioria ou da totalidade das suas acções) ou ainda através de uma proxy fight. Ambas têm maior probabilidade de acontecer e de ter sucesso se o valor das acções das empresas é baixo. Logo, se os gestores pretendem manter os seus cargos, terão de manter o preço das acções no nível mais elevado possível.

Falaremos da reacção das novas gerações, aos ordenados baixos e às comissões, nova forma de escravatura e exploração descoberta pelos gestores. (estamos a generalizar, mas já com elevadas taxas de preocupação, até para eles). Voltaremos...

JB/ED

Vamos falar no bem-estar SOCIAL

De uma perspectiva social, é desejável ou não, que os gestores das empresas tenham em mente o objectivo da maximização do preço das acções da sua empresa??? Independentemente de actos ilegais, como tentativa de monopolização dos mercados, a violação de códigos de segurança a a falta de controlo sobre as restrições em relação à poluição gerada pela empresa, as acções que maximizam o preço das acções da empresa são as mesmas que beneficiam toda a sociedade. Desta forma, a sociedade, como um todo, beneficia das acções dos accionistas que têm como objectivo a maximização do preço das acções. Considere, os seguintes benefícios sociais que advêm de determinadas decisões da gestão: primeiro, a maximização do preço das acções exige a concepção, produção e distribuição dos produtos que os consumidores pretendem, necessitam e pelos quais estão dispostos a pagar. Desta forma, os gestores que procuram maximizar o preço das acções também criam novas tecnologias, novos produtos e novos postos de trabalho; em segundo lugar, a maximização do preço das acções requer a existência de instalações eficientes e de baixo custo, que produzam bens e serviços ao custo mais baixo possível; finalmente, a maximização do preço das acções exige um serviço eficiente e satisfatório ao cliente, a oferta de produtos adequados à procura e a conveniência geográfica para que ambas as partes possam beneficiar das transacções. Todos estes factores são necessários para gerar vendas rentáveis. Assim, todas as acções que permitem que a empresa aumente o preço das suas acções são também benéficas para a sociedade como um todo.

(Aconsehável também a gestores; poucos temos...) Voltaremos...

domingo, 3 de agosto de 2008

A Vida

*** A vida é um jogo de oportunidades e de oportunistas ***

- Vejamos adiante -