PARTE II
COLN: - Mas o que observamos é uma retracção ao CONSUMO e uma ausência de INVESTIMENTO, a que se deve esta situação?
JCB: - Ausência de acção (medidas), o que prova que não se sai da crise com discursos apelando ao Optimismo e à Confiança e muito menos com posições autistas e autoritárias ou com campanhas de vitimização.
COLN: - Na sua opinião, que medidas poderiam ajudar a retoma do Consumo e porque acha que a Nacionalização de um Banco Privado foi um precedente grave para a economia e para o mercado?
JCB: - Porque se preverteram as regras da Economia de Mercado. Internacionalmente o nosso Sistema é hoje reconhecido como doente, convivendo os bons com os maus Bancos.
Veja as dificuldades que os nossos Bancos têm na obtenção de crédito e como são taxados.
COLN: - É hoje claro que a decisão produziu efeitos contrários, como acha que se deveria ter agido? Não nos falou na retoma do Consumo.
JCB: - Falarei, no enquadramento. Deveria ter sido criada uma Agência Bancária Estatal que compraria negociando, todo o crédito mal-parado à Banca; fazendo o tratamento e a recuperação desse crédito, com o apoio de toda a "máquina" de que o Estado dispõe.
Desta forma criavam-se as condições de estabilidade Bancária.
COLN: - Mas o Estado iria individar-se ainda mais ou estará a endividar-se com estas medidas de apoio avulsas, que irão agravar a crise e descontrolar o Sistema Financeiro?
JCB: - Exactamente, esse poderá ser o resultado final. Ao negociar a compra de Créditos, o Estado não só libertava os Bancos de uma dor de cabeça, criando estabilidade no Sistema, o que nos iria beneficiar a todos, como obtinha receitas fáceis de recuperar a um óptimo preço. Claro que para enfrentarmos uma grande crise, necessitamos de um ESTADO com DIMENSÂO.
COLN: - Na sua opinião o Banco deveria declarar a insolvência; como se salvaguardariam os interesses dos depositantes?
JCB: - Não só dos depositantes; mas através do Património, dos Capitais Próprios, de Activos remanescentes e da intervenção da Justiça, estamos em presença de uma mega-fraude financeira, a que o nosso ordenamento jurídico deveria aplicar uma moldura penal semelhante aos crimes de sangue, na minha opinião bem moderada.
COLN: - A propósito, o que acha da moratória aos créditos imobiliários?
JCB: - Uma moratória não constitui uma solução, mas um adiamento, mais uma originalidade sem solução, com a agravante de abranger apenas o crédito imobiliário.
Na 3ª Parte o nosso convidado irá falar no Consumo, nos Impostos, no Investimento, nas Importações/Exportações e no Investimento Estrangeiro.
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